Um ano de Zuri 🐾

Um ano de convivência real: ajustes de rotina, educação, manejo, saúde e aprendizado diário. Com o tempo, os passeios ficaram mais tranquilos, os gatos passaram a ser respeitados, a alimentação se ajustou e a casa entrou em equilíbrio.

Seguimos construindo uma rotina segura, previsível e estimulante, que funciona para ela e para mim. E ainda há muito pela frente!

Em dezembro fez um ano que a Zuri (Zu, Zuzu, Zuzulina) entrou na minha vida. Eu tinha esquecido como pode ser intenso o primeiro ano ao lado de um cachorro. A última doguinha havia sido a Polly (saudades eternas), adotada em 2011. Esse primeiro ano envolve muito ajuste fino, observação e aprendizado mútuo.

Nos primeiros meses contei com a ajuda de duas educadoras caninas que trabalharam com a Zuri, sobretudo, o respeito aos gatos. Alguns meses depois, ela parou completamente de encará-los e persegui-los.

Sempre digo a ela o quanto aprecio nossos pequenos rituais: a andança diária, ela entrando sozinha na “toquinha” do relaxamento enquanto lavo a louça, ou permitindo que eu escove seus dentes. Passeamos diariamente por cerca de uma hora e meia, entre passos apressados e longas pausas para cheiradas; abrevio ao máximo o tempo que passa sem companhia humana; ofereço petiscos para roer e incentivo brincadeiras. Em troca, ela espera tranquila até eu estar livre, sabe o que pode roer, aprendeu a ter paciência com o jeito às vezes meio errático dos gatos e me acompanha em cochilos, mesmo sem estar cansada.

Nos passeios, a Zuri aprendeu a sinalizar quando quer desviar de algum cachorro. Não liga para os pequeninos nem para os Goldens plácidos, mas reage a vira-latas e cães de porte médio. Antes, bastava vê-los do outro lado da rua para se erguer e latir ferozmente. Hoje rosna somente se cruzam seu caminho. (Na creche, é um sossego com toda a matilha, que é bem diversa.)

Aliás: segundo o pedômetro do relógio, graças à Zuri caminhei mais de 1.200 km neste último ano! Se no comecinho ela ficava deitada diante da porta esperando meu retorno, hoje, quando saio, vai direto para o escritório onde fica sua cama.

No início, Zuri era disbiótica e não tolerava dieta crua. Então passamos vários os primeiros seis meses na Alimentação Natural cozida e fizemos uso de nutracêuticos e fibras para restaurar a integridade da sua mucosa intestinal e reequilibrar seu microbioma intestinal. Já faz uns 6 meses que ela recebe AN crua sem ossos e também a versão com ossos – gosta e continua muito bem!

Zuri, ao contrário de mim, não é uma “morning dog”; fica enroladinha na cama, no quarto escuro, enquanto me arrumo e alimento os gatos. Às vezes decide que prefere o passeio do fim da tarde — e tudo bem. Ainda temos muito a aprender uma com a outra. Adoro cuidar dessa fiapenta e faço o possível para merecê-la, oferecendo uma rotina segura, respeitosa e estimulante. Estou muito curiosa pelas experiências — e transformações — que ainda nos esperam. Vem, 2026!

Sylvia Angélico
Médica Veterinária
pós-graduada em Nutrição Animal
CRMV-SP 29945

Comunicado Cachorro Verde

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